
Bob Marley branco com pijama do Jay-Z
A @brunasenos me mandou uma entrevista que o Felipe Dylon concedeu ao jornal Extra essa semana, que eu preciso publicar aqui, amigos do fórum. O cara passou uma semana numa clínica de reabilitação à pacientes com problemas psiquiátricos e com dependência química, tudo isso porque foi numa FESTINHA. E que festinha! Confira comigo esse agradável bate-papo comandado pela repórter Fernanda Laskier, e comentado por mim:
Por que procurou a clínica?
Passei mal um dia e fui para uma clínica de reabilitação onde cuidei de mim, da minha vida, tá ligado?
Tô ligado ainda não, Felipe. Explica isso melhor, cara. Porque passar mal um dia e parar na rehab no outro é tão normal quanto falar “Brother, tava morrendo de fome, então fui numa montanha-russa! Tá ligado?”
Passou mal como?
Fiquei enjoado. Fui a uma festinha e no dia seguinte acordei indisposto. Aí a minha mãe me levou para essa clínica de reabilitação para cuidar da saúde.
Aí surge outra dúvida minha. Porque tipo… ele foi na “festinha”, mas voltou para casa, dormiu e só aí acordou indisposto. Ou seja, não é como se ele tivesse vomitado cocaína e sangue quando o DJ tocou Lil Wayne. A parada só foi acontecer no dia seguinte. Me pergunto o que teria acontecido na noite de sono do Felipe. Fred Kruger feelings.
Você não estava se cuidando?
Não é que eu não me cuidasse….
O que é se cuidar? Agora eu não entendi foi o repórter. Se cuidar é se exercitar e comer SÓ VERDE? Eu não faço nada disso e nunca acordo indisposto a ponto da minha mãe me mandar para uma clínica de reabilitação.
Se sentia fraco?
Estava me sentindo indisposto.
Indisposto mas FORTE COMO UM BÚFALO. Um búfalo indisposto.
Foi por causa de drogas?
Não, não tem nada a ver com drogas.
Então, o que você teve exatamente? Foi uma crise de depressão?
Não, não foi não. Foi uma indisposição, enjôo, dor de barriga…
Nos últimos 3 anos, a Amy Winehouse teve umas 5 overdoses e viu a imagem ficar cada vez mais suja. E mesmo assim não quer ir para a rehab. O Felipe Dylon teve uma caganeira e vai no dia seguinte para a clínica. Mano, LARGA O BARRÃO E VAI EM FRENTE.
Essa foi a primeira vez que sentiu isso?
Foi sim, mas já estou bem. Fiquei uma semana lá e passou.
Primeira vez que teve caganeira? Ficou uma semana? Uma semana cagando? Felipe.
Como era o tratamento na clínica?
Eu tomava 3 remédios de manhã, à tarde e à noite. Também tinha uma boa alimentação.
Me pergunto que remédios são esses. E o que é uma “boa alimentação” para um cara que sempre surfou e foi natureba. Ele parou de comer folhas e passou a comer mais folhas?
Foi boa a estadia?
É uma clínica maneira, de bom nível, o maior astral. Podia descer, dar uns rolés, tinha uma ótima cafeteria… Na real? Acho que foi bom para mim. Me cuidei durante uma semana em um spa irado, num lugar bonito, com um baita visual da Pedra da Gávea. Tinham pessoas da minha idade que eu podia conversar.
Na real? Vou te contar um segredo, Felipe: dar rolés e ir tomar um cafezinho são coisas que você pode fazer sem estar numa clínica de reabilitação. Eu tô tomando um café agora mesmo e vou dar um rolé daqui a pouco. Isso tudo sem estar numa clínica de reabilitação. Isso é, claro, porque eu não sou louco.
Por que essas pessoas estavam internadas?
Cada um tinha um motivo. Um tinha problema com drogas, outro tinha problemas psiquiátricos…
E esses são os únicos dois tipos de pessoas que vão parar na rehab, Felipe. Agora cê mandou uma verdade. Ou seja…
E qual era o seu problema?
Precisava me desligar um pouco da realidade. Parar para pensar e refletir a vida. Foi um autoconhecimento.
Na verdade, você foi parar lá por estar andando desligado da realidade demais.
No que essa semana vai influir no seu futuro?
Ah, vou ficar mais regrado, mais preocupado com a alimentação. Também não posso mais dormir tarde e acordar cedo.
O cara me passa uma semana dentro duma clínica para concluir o que qualquer médico consultado pelo Fantástico diz toda semana em 40 segundos.
E de novo esse papo de alimentação, cara! Às vezes eu quase acredito nessa dor de barriga de uma semana dele.
Após ler essa entrevista, não sei por que, eu não consegui tirar da cabeça aquele personagem da Praça é Nossa que dizia “Eu não sou maluuuuco!”

Nah, vocês sabem que eu sou.